É ali que nos perdemos. E que nos encontramos. Mãe não veio pronta para o mundo de filtros, mas aprende a se construir todo o dia. Toda hora. E por que seria diferente?
É aquela que nos espera. E que se transforma em ponte para o que era e para o que vem pela frente. No colo e no abraço da ida e da volta é aonde queremos estar. Em algum momento. Para o desabafo, para a alegria. Do desmonte e do voltar a se reconstruir. Afinal, filho é continuação. No espaço limitado mas não limitante que nos fazemos inteiros.

Não é sobre ter todas as pessoas do mundo para si,

É sobre saber que em algum lugar alguém zela por ti…

Ana Vilela, Trem Bala

E assim, mais um ano de homenagens àquela que tudo observa. E que busca entender esse mundo novo com todas as mudanças. Com as dificuldades e facilidades. De longe, de perto. Mais ou menos. Mas está lá.

Para cada depoimento publicado de Marias, Sandras, Jaquelines, Claudias – de Norte a Sul do país – seja símbolo da essência das mães de recrutas de 2021. E que nessa caminhada, cada experiência vivida até o momento sirva para aprendizado. Sempre. E incentivo para um crescimento emocional de quem é porto e colo para os filhos. O que é ser mãe de recruta?

Ser mãe de recruta é ser mãe de coração camuflado, mãe da aflição, mãe da espera, mãe do acolhimento, do carinho, da comidinha pronta à espera do seu mundio. Mãe que espera para sentir o cheirinho ruim da volta da missão cumprida do seu recruta. É mãe de um orgulho que não cabe no peito de tão grande.

Patricia, SD Vítor – Curitiba

Ser mãe é quando dizem que o tempo passa, e estão certos…o tempo passou e o “meu” Mathias cresceu. E está, aos poucos, alçando seus vôos sozinho. Nessa nova fase da sua vida, ele está aprendendo muito, mas acho que quem está aprendendo mais sou eu. Aprendendo a ser mais paciente, mais tolerante, percebendo sentimentos não antes sentidos. Quando ele me falava que queria ir pro quartel, eu pensava: vou tirar de letra…vai ser bom pra ele…Bom, a parte do “vou tirar de letra” que lascou né (risos), Não achei que ia doer tanto. Mas como disse, não é só ele que está aprendendo a lidar com o novo, eu também. Ao mesmo tempo que sofro pela ausência dele em casa, tenho maior orgulho de ele estar lá, uma mistura de sentimentos que às vezes se torna pesado. Mas sou mãe, sou leoa, sou guerreira e não desisto nunca. Com certeza, levaremos essa aprendizagem pra vida toda. Até pode nos separar fisicamente, mas o coração sempre será nossa casa, onde nosso encontro está sempre marcado.

Claudia, SD Mathias – Porto Alegre

Meu recruta se chama Dener e o entreguei aos cuidados do Exército Brasileiro com muita dor no coração ❤️ Desde novo, ele sempre falou que queria servir, mas eu nunca o apoiei (me arrependo por isso)! Tinha medo de tudo…que ele fosse passar trabalho ou coisa assim, mesmo tendo sido criado com muito pulso firme pra ser um homem honesto e trabalhador. Hoje, meu filho está servindo, e a cada farda que lavo ou uma canção que ouço, meu coração transborda de alegria! Nunca pensei que ele estaria tão feliz fazendo o que ele tanto queria! O meu muito obrigado ao Projeto Bizu de Mãe que vem me ajudando desde as inseguranças até as dúvidas! Posso dizer que sou uma mãe extremamente orgulhosa de fazer parte desse mundo verde💚💚

Lisiane, SD Dener – Porto Alegre

Ser mãe de um recruta
É ver seu mundo azul
Se tornar verde é ver o vocabulário do seu filho mudar. É ver a expresão fácil dele mudar
É aprender o significado das gírias como torar, bizurado,
bizu, sanhaço, sanho …
É ter que contar os dias no calendário para que o internato acabe logo
É quase morrer de ansiedade durante o temido campo
É aprender a dividir seu filho com o quartel
É ver ele dormindo onde encosta
Mas é sentir um orgulho imenso de ver aquele seu bebê ali, hoje servindo o país
É tentar entender que chegou a hora do passarinho fazer seu vôo solo
E tudo bem, porque ele antes de ser o recruta, o soldado, ele é o meu amor
E estarei sempre na primeira fila torcendo por ele
Para que ele alcance todos os objetivos que ele sonhou !
Ser mãe de recruta é isso
É viver uma emoção por vez 💚

Aline, SD Erick – Apucarana (PR)

Ser mãe de recruta é….
Viver com ele todas as vitórias, os medos e as perspectivas do futuro.
É respirar quartel 24 horas, pois tudo é novidade e o entusiasmo é contagiante.
É ter as preocupações comuns de mãe: se comeu, se bebeu água, se pegou chuva quando está de plantão.
É acordar às 4h30 da manhã para servir o café e ver seu filho que, até ontem era um menino, sair feliz para o lugar que quer estar e onde almeja ficar.

Luciane, SD Ercik Rio de Janeiro

Um sentimento indescritível. É você ter medo e ter coragem para incentivar e encorajar seu filho. É chorar e sorrir ao mesmo tempo, é se sentir privilegiada por Deus, porque ele foi escolhido em meio a tantas pessoas para honrar e lutar pela nossa pátria.

Alessandra, SD Pedro Henrique – Barueri (SP)

Ser mãe de recruta não e fácil. No início, achamos que não vamos aguentar, aí vai passando dia após dia, e vemos quanto somos fortes. Aprendi que a vida é feita de silêncios, esperas e reencontros, respeito aos ciclos e aprendizado cada dia. Uma caixinha de surpresa. E assim seguimos firme e forte . 🙏

Solange, SD Aciolly – Curitiba

Ser mãe de um recruta não é fácil são dias difíceis.Ter que lidar com mundo totalmente desconhecido para mim sofri, chorei, sorrir, quando veio a confirmação que ele seria um soldado do exército só Deus sabe o quanto eu sofri só pedi a Deus que ele devolvesse meu filho inteirinho. Filho estou orgulhosa por ver que está se tornando o maior acerto da minha vida te amo❤️

Alda, SD Lucas – Belém do Pará (PA)

Ser mãe de recruta é uma explosão de emoção, é lidar com um mundo totalmente desconhecido, é ficar com o coração apertado de preocupação e muitas saudades, é ver seu menino se transformar em homem e querer dar colo (risos)
É ter o coração cheio de orgulho!
É chorar quando o filho está em missão e segurar o choro quando chega em casa.
É se apegar na fé e rezar a todo momento. É um dos maiores orgulho que tive até hoje. Ser mãe de recruta não é fácil, mas é o maior presente que eu poderia receber.

Cátia Cristina, SD Rodrigo – Rio de Janeiro

Ser mãe de recruta pra mim é sorrir por fora mesmo estando quebrada por dentro. É dizer palavras fortes como “vai lá, sim, e mostra do que você é capaz ” mesmo querendo dizer, “fica aqui meu amor, mamãe te protege”, é não ter hora para dormir nem para acordar, somente pela expectativa do seu recruta mandar uma mensagem falando “oi mãe, está tudo bem” o que para nós é um alívio no coração, inexplicável. Só quem é mãe de recruta sabe o que essas palavras significam naqueles primeiros dias de internato. Ser mãe de recruta é ser tão guerreira como seu filhote, muitas vezes ser uma leoa que precisa ser forte para mostrar a ele de quem ele é filho e se você consegue, ele também vai conseguir, e se emocionar com coisas tão “pequenas” como olhar ele dormindo em sua cama de onde sempre esteve e se emocionar com uma ligação que diz “mãe estou saindo. Daqui a pouco estou ai” e saber que seu filho cresceu. No meu caso, é ter a certeza, hoje, de que foi a melhor escolha para que ele se torne o homem responsável e amoroso a cada dia, e saber que isso me fez uma mãe muito melhor, mais moderada e mais consciente de que criei meu filho muito bem. Ele agora sim está se preparando para conquistar o mundo lá fora e sempre que precisar voltar, saber que estarei aqui pra acolher e amparar com todo amor que tem em meu coração de mãe..

Simone, SD Jean – Rio de Janeiro

Ser mãe de recruta é viver sem saber o que vai acontecer amanhã. Eu amo este mundo Verde Oliva. É sofrido, mas tenho muito orgulho de estar vivendo isso com meus filhos. Aprendemos juntos e sinto meu coração grato e plena sensação de dever cumprido pelos homens que se tornaram. Podem passar o que for mas sempre determinados, educados e dedicados a tudo que o EB propõe. Estou muito orgulhosa por tudo, minha casa é Verde Oliva. Lavar cada farda, cada coturno, ajudar a arrumar os kits e ver o armário de roupas dar lugar ao camuflado, enche meu coração de alegria. Cada história que vamos levar pro resto de nossas vida …..Gratidão!

Juliana, SD Giulliano – Ponta Grossa (PR)

No início foi sofrido, pois ouvia muita coisa ruim sobre esse mundo do quartel. Comecei a pesquisa sobre o assunto é nisso tive a sorte de achar um vídeo da Aline onde ela citava o Bizu de Mãe. Foi então que comecei a ficar mais tranquila. E ser mãe desse recruta é mandar mensagem mesmo sabendo que ele não vai nem visualizar. É preparar a comida e a sobremesa preferida para quando chegar em casa. É lavar aquela farda fedida (risos) com o maior prazer. Hoje, eu apoio o sonho dele e claro peço a proteção Divina em todos os momentos da vida dele.

Sandra, SD Alexandro – Curitiba

Eu credito que ser mãe de um recruta é bem difícil mas também é bem gratificante. DIFÍCIL porque é um momento que a gente tem que começar a se desprender da nossa cria; deixar ele andar com suas próprias pernas. Até porque não temos mais como ter o controle sobre eles pois se tornam do EB. Não podemos mais decidir por eles, tomar partido por eles, acompanhar eles de perto, enfim todas essas coisas que as mamães fazem desde quando os colocamos no mundo, enfim, é como se tivesse cortando um cordão umbilical, o qual sua cria vai viver em um outro mundo, mas tudo isso se torna GRATIFICANTE porque é esse novo mundo que trouxe satisfação e orgulho a eles, porque entre tantos na seleção ele conseguiu, ele entrou, e está realizando um sonho de servir ao EB. Então, eu como mãe de um recruta me sinto muuuito orgulhosa, mesmo sendo difícil nesses primeiros meses porque ainda estou aprendendo a organizar minhas emoções. Mas, sei que tudo que viverá no EB servirá para seu crescimento e amadurecimento e será um bom homem!

Andrea, SD Cassiel – Manaus.



Ass: Andréa Góes